Como buscar informação confiável?
- Unicamp Esclarece Covid19
- 7 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
A quantidade de notícias que chega até nós é gigantesca e muitas vezes não conseguimos julgar se a informação é verdadeira ou não. Dado o contexto da pandemia do Covid-19, onde manter-se informado(a) é essencial, buscamos algumas respostas para as perguntas mais frequentes.
Para responder tais perguntas, convidamos o Prof. Dr. Leandro Tessler, docente no Instituto de Física Gleb Wataghin e integrante do Grupo de Estudos da Desinformação em Redes Sociais (EDReS) na Unicamp.
Em meio a onda de fake news, como podemos avaliar se as informações que chegam até nós são seguras?
Existem vários sinais que indicam que notícias podem não ser verdadeiras.
1. Notícias verdadeiras costumam ter data.
2. Sempre que há citação a uma pessoa ou instituição, vale a pena verificar num buscador se consegue obter dados sobre a origem. Muitas vezes são mencionadas instituições e pessoas que não existem. Outras vezes elas existem mas não afirmaram o que está na notícia.
3. Cuidado com notícias que contam o que as pessoas querem ouvir: no covid-19, por exemplo, cuide com curas ou drogas milagrosas, ou notícias que minimizam a gravidade da pandemia, etc.
4. Sempre que possível consulte uma agência de verificação.
Como avaliar se uma fonte é segura?
1. Em geral (mas nem sempre) empresas tradicionais de mídia são confiáveis.
2. Verifique as fontes primárias. Se uma notícia afirma "Saiu na Nature...", verifique na Nature
3. Cuidado com sites notoriamente polarizados.
4. Cuidado com blogs e canais no YouTube sem tradição nas áreas em que se manifestam.
O que fazer caso receba uma fake news?
1. Acima de tudo não passe adiante! O melhor a fazer com fake news é não transmiti-las.
2. Avise nossa hotline pelo Whatsapp 19 99327-8829.
3. Conforme as condições, avise quem enviou a fake news que a notícia é falsa, para evitar que continue sendo propagada.
O Dr. Tessler ainda lembra que "É muito importante identificar e evitar a propagação de fake news, especialmente em grupos de família onde as pessoas não têm formação científica.".

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